Em linguagem poética, Ana Cláudia Saldanha Já como escreveu “Almas perfumadas”, em que diz: “Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta, de sol quando acorda e de flor quando ri”. Tal afirmação, atribuída por alguns a Carlos Drummond de Andrade, leva-nos a questionar: Que tipo de perfume exalamos como cristãos? Permitimos que o espírito de ressentimento, amargura, malquerença ou ódio invadam o nosso ser? Se isso acontece, a podridão que nos domina irá influenciar negativamente os que estão ao nosso derredor. O escritor aos Hebreus exorta-nos a não permitir que “a raiz de amargura, brotando, nos perturbe, e por meio dela muitos sejam contaminados” (Hb 12.10). Sempre que nos entregamos ao desânimo, tristeza, decepção, intriga ou inimizade, estamos prejudicando a nossa saúde física, mental e espiritual, e ao mesmo tampo perturbando os que nos cercam.
Qual o inverso dessa caótica situação? É a “graça” de Deus. O termo grego traduzido por “graça” lembra atratividade, doçura, ou seja, o favor imerecido que Deus no seu infinito amor nos proporciona. E por que não aceitarmos e vivermos essa graça, para que espalhemos o maravilhoso aroma do ânimo, da fé, da paz e do amor que o Senhor nos proporciona?
Conforme visto acima, a escritora lembrou a alegria do passarinho que canta, o brilho do sol ao amanhecer e a beleza da flor, que mesmo na sua fragilidade exala agradável perfume. Adiante ela exclama: “Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu”. A Bíblia apresenta Jesus como a ”luz do mundo” (Jo 8.12), que iluminou a nossa vida para que brilhemos (Mt 5.16). Deus falou através do profeta Daniel: “Os que forem sábios resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente” (Dn 12.2). O apóstolo Paulo recomenda que, mesmo “no meio de uma geração pervertida e corrupta”, resplandeçamos “como luzeiros no mundo” (Fl 2.15).
Permitamos, portanto, viver Cristo, o Filho de Deus, cujo amor “excede todo entendimento” (Ef 3.19), pois só assim refletiremos o verdadeiro cristianismo. Que jamais exalemos o “cheiro de morte para morte”, e sim o “aroma de vida para vida” (2Co 2.16). Como cristãos, cumpre-nos brilhar com a alma perfumada, sabendo que “somos para com Deus o bom perfume de Cristo” (2Co 2.15a). Amém e Amém!!!
Pastor Zaqueu Moreira de Oliveira







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